Por Julia Ornelas
Algumas das dúvidas que passam pela cabeça de toda corredora que já pensou em colocar implante de silicone são essas: “Será que poderei correr?”, “Vai incomodar?”, “Vai sair do lugar?” e/ou “Ficarei mais lenta?”. Somada à essas questões, todas as outras que envolvem a operação em si, como tamanho, forma, plano de colocação, tipo de cirurgia nos seios e eventuais complicações, e como essas variáveis podem impactar a sua volta à corrida, permeiam o imaginário da corredora. Se você já se fez estas perguntas, este artigo foi feito para você. Mas, antes de responder a primeira pergunta, vamos entrar mais no assunto?
Próteses em atletas profissionais
Uma notícia chamou a minha atenção em 2010. A corredora australiana de 400m, Jana Rawlinson, fez uma cirurgia para retirar suas próteses de mama por medo de ter sua performance prejudicada nas Olimpíadas de 2012 em Londres. Na época alegou que não poderia arriscar suas chances de medalha por vaidade, e que, após se aposentar das pistas, poderia pensar em uma nova cirurgia. Fato é que para uma atleta profissional, e sobretudo em se tratando de uma velocista, qualquer detalhe pode fazer diferença no resultado final. Temos que lembrar que muitas vezes a diferença para a vitória é de milésimos de segundo.
Por outro lado, nós que praticamos a corrida de rua na modalidade de fundo (corridas a partir de 5.000 metros), temos uma chance muito menor de termos um impacto significativo gerado pela colocação das próteses. Mas, ainda assim, a nossa atividade na corrida deve ser levada em conta quando se opta pela cirurgia, já que tamanhos que estejam em descompasso com a compleição física da pessoa, podem resultar em um peso adicional que atrapalhe até mesmo atividades da vida diária, resultar em dores na coluna ou mudar o nosso centro de massa, solicitando novos ajustes posturais.
O que diz a ciência sobre a corrida para quem fez implante de silicone
A respeito do tema, a literatura científica é bastante escassa e pouco substanciosa. Mas esta evidência traz a informação de que menor volume mamário leva a menor cinemática. Algo que pode parecer óbvio para muitas, mas que é sempre bom ter a medida científica. Além disso, todo mundo já teve uma colega de escola que não fazia as aulas de educação física “pra não ficar balançando”, lembra? Portanto cabe prudência, e também ouvir a opinião do médico, que por meio de uma série de medidas de seu tórax, mamas além de levar em conta seu peso e altura, irá determinar os volumes e técnicas mais adequados ao seu caso.
Também cabe ao médico a liberação para a atividade física. Já que varia bastante de acordo com o tipo de cirurgia. O plano de colocação, por exemplo, pode impactar no tempo de repouso necessário. O plano submuscular (atrás do músculo peitoral) demanda um tempo maior, em alguns casos de até três meses, para a volta a corrida. Já com a colocação subglandular (entre o músculo peitoral e a glândula mamária), a recuperação é mais rápida, consequentemente a liberação para a corrida também, em torno de um ou dois meses.
Minha história com as próteses
Minha experiência pessoal com o implante mamário passou pelos dois planos. Em 2008, coloquei 350 submuscular, ainda não corria de forma consistente, e pessoalmente nunca senti muita movimentação nas próteses quando comecei a correr, após liberação (três meses).
Este ano, troquei para 465 subglandular. E agora, embora o resultado estético seja bem melhor, eu sinto que os implantes têm maior mobilidade. Fui liberada para a volta a corrida em 25 dias. De forma gradativa.
A importância do top certo
E pensando na nossa volta à corrida, é imprescindível que você tenha segurança nos seus treinos. O uso de um top esportivo que te dê sustentação adequada, que seja bem ajustado e que sobretudo impeça o excesso de movimentação das mamas durante a corrida é primordial.
O meu aliado no momento é o Top Preserve , que foi pensado para nós que fizemos a cirurgia de implante de mamas. Desenvolvido com ajuda de cirurgiões, e testados por nós, corredoras! Mais do que um sutiã pós-cirúrgico, ele é um top completo que acompanha a corredora da sala de cirurgia até seus primeiros passos de volta às atividades físicas!
Mais que sutiã pós-cirúrgico! Um top completo
O Top Preserve faz parte da Linha Woman’s Needs™, uma linha projetada para atender às necessidades do corpo feminino. Desenvolvido por mulheres, para mulheres. Diferentemente dos outros tops pós-cirúrgicos, ele conta com um estilo único, authentico.
Conheça alguns dos benefícios do Top Preserve:
- Acelere sua recuperação: desenvolvido com Tecnologia InfraTech®, estimula a microcirculação sanguínea, encurtando o tempo de recuperação e reduzindo os inchaços. Ela também oferece uma sensação de hidratação aos seios;
- Vista fácil: com fecho frontal ajustável, oferece praticidade na hora de vestir, reduzindo a necessidade de movimentos com os braços, uma das principais recomendações médicas durante o período de recuperação. Ainda possui ajustes para maximizar a aderência ao corpo;
- Ajuste perfeito: dois níveis de ajuste frontal e alças retas reguláveis com velcro para adequação perfeita às diferentes fases do corpo no pós-operatório;
- Quanto menos atrito, melhor: forro sem emendas com toque macio e costura exclusiva para livrar você de fricções com a área da incisão;
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- Proteção solar FPU 50+
Atenção meninas: é fundamental que a volta às atividades físicas seja orientada apenas pelo médico cirurgião. As consultas pós-cirúrgicas são fundamentais para saber qual é o momento certo de regressar ao esporte.
E aí, pronta para começar a correr? Se você gostou, compartilhe essa informação para ajudar outras mulheres. Beijo pra você!